Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Março 30 2010

Povo que lavas no rio

Ao sol, à chuva e ao vento

Enrola a trouxa ! está frio!

Vai lavar p’ró parlamento!

 

Não há melhor lavadouro

Vai! Junta-te às lavadeiras

Canta com elas em coro!

Lavam, esfregam, sem canseiras

 

É um a ver se te avias;

É quem mais pode lavar

No pano das fantasias

São todos a querer esfregar

 

Cada qual sai com a sua

Todos querem ter razão

A verdade, é nua e crua

Como lavar sem sabão?

 

Mulheres da nossa terra

Há quem nos tire a direita!

Em vez de paz, temos guerra

O homem, tem tal maleita!

 

Ouvi-los em Assembleia

Sempre em dura discussão

Palavras, escritas na areia

São levadas p’lo cachão

 

Roupa suja é o que há mais

Fica sempre mal lavada

Já vem doutros Carnavais!

A invenção mascarada

 

Por isso! muita atenção!

Há ouvir bem e calar!

Para aprender a canção

Das lavadeiras, a lavar!…

 

Lisdália Viegas Santos

Postado por Liliana Josué

 

publicado por cantaresdoespirito às 22:45

Março 30 2010

 É verdade…,

é mesmo uma realidade,

vivida na vida campestre;

Havia muita verdade,

mas, a verdade que imperava,

e, de quem ninguém duvidava,

era da verdade do mestre;

O mestre tudo sabia,

desde o tempo à sementeira,

ele é que tinha a arrelia,

de ensinar…,

e até apregoar,

a verdade, mas a verdadeira.

 

O futuro e o presente

é a pura divindade do mestre;

Ele ensina a viver e até a conviver,

à sombra do bom cipreste;

Ensinando à sua gente,

a melhor forma de viver,

sábia, e, se possível,

seriamente;

Quando nascemos,

já o mundo existia,

e nós, já homens…,

nada lhe agradecemos,

vivemos apenas da fantasia.

 

Diz o poeta;

que, todo o mestre…,

era no seu tempo, um amigo;

Ter um amigo…,

seria como receber uma graça,

ou quem sabe, talvez um dom;

Era como ter fome,

e, num repente lhe aparecer pão.

Ter um amigo era uma honra,

e, conservá-lo, uma virtude;

Eu gostava e tenho, um mestre…,

um amigo, que me olha pela saúde

 

10/1/2010

 

Armindo Fernandes Cardoso

Postado por Liliana Josué

 

 

publicado por cantaresdoespirito às 22:26

Março 30 2010

 

 

                                          Em cada criança o medo aflito

                                          Descrito no rosto

                                         

                                          Largadas de tudo apertam na mão

                                          Pequeno tesouro

                                          Que não querem perder

 

                                          Ficam sem nada num desamparo

                                          Que não entendem 

                                        

                                          Caminham inertes no fundo da vida

                                          Perdida ao nascer

 

                                          Tantas as crianças que padeceram

                                          E morreram

                                          Nos campos do horror

 

                                         Uma lágrima por cada criança

                                         A vida inteira para chorar

 

 

 

publicado por milualves às 18:59

Março 30 2010

Da paleta de sonhos

Nasce a cor

Que dá vida à tela

 

Das mãos do pintor

Rodopiam pincéis

Saltitam tintas

Cria-se a imagem

Num tom perfeito

 

A tela fica colorida

Os dedos suavemente

Esfumam a arte

Criada com emoção

 

 

publicado por milualves às 18:52

Março 30 2010

 

                                          Pelo rosto escorre o desespero

                                          No olhar marés de sangue

                                          No ar o eco do apelo

                                          Chega a todos no instante                           

                                          Em que tudo se transforma

                                          E o espaço é o mundo

                                          Amassado no pó e na dor             

                                                                     

                                          Corpos destroçados

                                          Vidas quebradas pela sorte                                                                     

                                          Vultos parados no que restou

                                          Das ruas em que o tempo

                                          Já sem tempo ali ficou                                                                     

                                                                     

                                          E a terra a girar a girar sempre

                                          Ainda que escute

                                          O grito que chega da morte

 

 

                                          Helena Paz

 

                           

 

publicado por milualves às 18:47

Março 30 2010

Passam barcos passam gaivotas

Marinheiros de outras marés

Caravelas de águas remotas

Saúdam terras do Marquês

 

De ilustres antepassados

Ficaste também na História

De navegadores regressados

Foste a porta da glória

 

Oeiras vila de condes

Varandim aberto ao mar

Em cada recanto escondes

Velas prontas a zarpar

 

Praias de finas areias

Lembranças de banhos reais

Do mar as novas sereias

Repousam nos areais

 

Nas largas avenidas

Ou em cada rua estreita

Há jardins de cores garridas

Onde o sol sempre espreita

 

Da poesia é feito o momento

Da grandeza merecida

Aos poetas o agradecimento

Em pedra lembrando a vida

publicado por milualves às 18:34

Março 30 2010

Se a vaidade é uma arma

Nessa guerra quero morrer

Muito bem de salto alto

E vestido a condizer

 

Assim de flor ao peito

E saia a dar - que - dar

É mesmo deste jeito

Minha farda de matar

 

O colete apertadinho

A servir de protecção

É só no sapatinho

Que utilizo o canhão

 

E no campo de batalha

De que guerra já não sei

De armas arregaçadas

Bem feminina fiquei

publicado por milualves às 18:26

Março 30 2010

"Pergunto ao vento que passa

Notícias da minha amada

O tempo...Não me acha graça

O vento não me diz nada."

 

(José Augusto Corredoura Pais)

 

 

               G L O S A

 

Para glosar o poeta,

Com seu humor e chalaça,

E para atingir tal meta

Pergunto ao vento que passa.

 

Sendo um poeta "brejeiro"

E de veia apaixonada,

Pedir ao tempo primeiro

Notícias da minha amada.

 

Mas o tempo não "ligou",

Julgando que era chalaça,

E até se empertigou!

O tempo...não me acha graça.

 

Decidi eu procurar

Ao vento pela minha amada.

Mas o vento sem parar...

O vento não me diz nada.....

 

 

ANTÓNIO BOAVIDA PINHEIRO

 

 

 

 

 

 

publicado por virginiabranco às 17:55

Março 30 2010

A habitar-te a pele de cor morena

Baila o verão, fragata, mosto e cio

E do teu cabelo uma melena

Flor de sombra, arquejo e desafio.

 

Arde a vida no teu meigo riso

No ventre mátrio uma gaivota canta

Amante de joelhos, qual narciso...

Mirando-te no lago, flor infanta.

 

Despes as palavras, falas nuas

Íntimas, no odor da alvorada

Grito de alma, no teu eu flutuas...

No sonho, menina enamorada.

 

Colhes da noite um rio e as estrelas

Bafejo livre, aventureiro mor

Soube-te sentada sobre as velas

Acesas, porque amas o amor.

 

 

MARIA ZABELETA

IN (Jornal Almonda)

05/Março/2010 

publicado por virginiabranco às 17:22

Março 30 2010

Na sineira da vida tem a gente

O sino e o coração no seu rebate:

O sino que se "sente quando bate"

E o coração que "bate quando sente".

 

O sentir e o bater soa dif'rente

E, num sopro, termina o seu debate,

Pois, cessa o coração trino de vate,

Enquanto o sino bate em tom dolente.

 

O sino que se sente, tem mais sorte

Por mais tempo durar o seu trinado

Sem ter do coração o duro corte.

 

Mas, se demais lhe pesa o triste fado,

Mais vale ao coração que tenha a morte

Do que trinar, em vão, amargurado.  

 

GABRIEL GONÇALVES

in (Escultor de Sonhos)

 

publicado por virginiabranco às 17:04

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